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Abordaremos aqui temas especialmente relacionados ao 'Magnetismo Animal', suas aplicações aos métodos de cura e sua ligação com a Doutrina Espírita, entre outros temas afins.

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A Medicina



Como é considerada nos planos espirituais a medicina terrena?



Emmanuel - A medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui uma nobre missão espiritual.



O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem é um apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a precisa assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida.



Em face dos esforços da Medicina, como devemos considerar a saúde?



Emmanuel - Para o homem da Terra, a saúde pode significar o equilíbrio perfeito dos órgãos materiais; para o plano espiritual, todavia, a saúde é a perfeita harmonia da alma, para obtenção da qual, muitas vezes, há necessidade da contribuição preciosa das moléstias e deficiências transitórias da Terra.



Toda moléstia do corpo tem ascendentes espirituais?



Emmanuel - As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico.



E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. A assistência farmacêutica do mundo não pode remover as causas transcendentes do caráter mórbido dos indivíduos. O remédio eficaz está na ação do próprio espírito enfermiço.



Podeis objetar que as injeções e os comprimidos suprimem a dor; todavia, o mal ressurgirá mais tarde nas células do corpo. Indagareis, aflitos, quanto às moléstias incuráveis pela ciência da Terra e eu vos direi que a reencarnação, em si mesma, nas circunstâncias do mundo envelhecido nos abusos, já representa uma estação de tratamento e de cura e que há enfermidades d'alma, tão persistentes, que podem reclamar várias estações sucessivas, com a mesma intensidade nos processos regeneradores.



Se as enfermidades são de origem espiritual, é justo a aplicação dos medicamentos humanos, a cirurgia etc, etc?



Emmanuel - O homem deve mobilizar todos os recursos ao seu alcance, em favor do seu equilíbrio orgânico. Por muito tempo ainda, a Humanidade não poderá prescindir da contribuição do clínico, do cirurgião e do farmacêutico, missionários do bem coletivo. O homem tratará da saúde do corpo, até que aprenda a preservá-lo e defendê-lo, conservando a preciosa saúde de sua alma.



Acima de tudo, temos de reconhecer que os serviços de defesa das energias orgânicas, nos processos humanos, como atualmente se verificam, asseguram a estabilidade de uma grande oficina de esforços santificadores no mundo.



Quando, porém, o homem espiritual dominar o homem físico, os elementos medicamentosos da Terra estarão transformados na excelência dos recursos psíquicos e essa grande oficina achar-se-á elevada a santuário de forças e possibilidades espirituais junto das almas.



Do livro 'O Consolador' - Pelo Espírito Emmanuel, psicografia Francisco Cândido Xavier - Questões 94 a 97 - Ed. FEB.


A Espiritualidade dentro da Medicina



Com o objetivo de estudar o ser humano em uma amplitude multidimensional e espiritual, o pioneiro curso de Medicina e Espiritualidade da Universidade Federal do Ceará tem tido muita aceitação dos alunos. Com duração de 20 horas, o curso é opcional dentro da faculdade de medicina e eles aprendem a lidar com a espiritualidade dentro da medicina e reavaliar a posição do médico diante das dificuldades clínicas.



De acordo com Dra. Eliane Oliveira, coordenadora do curso, a perspectiva da disciplina visa explicar aos futuros médicos que o ser humano é biopsicosocial, indivisível e que a espiritualidade é o eixo de pensamento para o paradigma do espírito.



São abordados temas complexos como os estudos de reencarnação, tanologia (que aborda o ser humano como transcendente a deteriorização física), oncologia e espiritualidade, paradigma quântico, EQM (experiência de quase-morte), regressão, entre outros.



No final do curso, os alunos passam por uma avaliação e fazem uma auto-avaliação, na qual muitos questionam o paradigma médico, a medicina e espiritualidade.



Segundo a Dra. Eliane, a espiritualidade ultrapassa as ciências e requer atitude aberta, tolerância, diálogo e auto-superação. A fé ajuda nos trabalhos clínicos como na conciliação com o paciente, no tratamento do estresse e aceitação de tratamentos.



Como exemplo, a Dra. Eliane contou que na cidade de Macaé (CE), por exemplo, um rezador de 77 anos trabalha em conjunto com os médicos, dentro de um posto de saúde do Sistema Único de Saúde. Após a união da medicina tradicional e o rezador, os pacientes dizem que, se os médicos acreditam em suas crenças, fica mais fácil o tratamento.



A vida é um bem indisponível e é inegável que novos tempos requerem uma nova ciência.



Fonte: amebrasil.org.br



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Veja uma entrevista com a Dra. Eliane Oliveira, professora e coordenadora do curso citado acima: CLIQUE AQUI



Conheça as Universidades do Brasil que oferecem cursos na área de Medicina e Espiritualidade: CLIQUE AQUI


A alegria como terapia


Patch Adams - Médico famoso inspirou filme que, por sua vez, fez surgir os Doutores da Alegria.



A conceituada revista Veja, edição de 25 de fevereiro de 2004 (ano 37, edição 1842, Editora Abril), publicou entrevista com o famoso médico americano Patch Adams, cuja atuação inspirou o belo filme O Amor é Contagioso, estrelado pelo ator Robin Williams no papel principal, que, visto por milhões de telespectadores em todo mundo, motivou o surgimento dos grupos Doutores da Alegria, inclusive no Brasil.


Como cita o texto de Rosana Zakabi, da citada revista, “(...) Há três décadas, Adams transforma os quartos dos hospitais que visita em um verdadeiro picadeiro. Sua especialidade é animar pacientes com brincadeiras para reduzir o sofrimento deles (...)”.



Autor de três livros, ele “(...) defende sentimentos como humor, compaixão, alegria e esperança no tratamento de pacientes (...)”, dirige uma instituição de saúde que atende pacientes gratuitamente e ainda profere palestras sobre a atividade que o tornou mundialmente conhecido.



A entrevista tem trechos muito interessantes, que podemos ligar ao pensamento espírita. Escolhemos apenas três, para uma análise à luz da Doutrina Espírita (com destaques de nossa autoria):



“(...) Como todo ser humano, o médico pode errar. Essa idéia de que o médico tem de ser perfeito também prejudica a relação com o paciente. Faz com que este coloque toda a responsabilidade do que ocorre com ele nas mãos do médico. E isso é errado. O paciente é mais responsável pela própria recuperação do que o médico que o está tratando.(...)”



“(...) Medicina envolve relacionamento entre médico e paciente. Um bom médico é aquele que sabe cultivar essa relação por meio da troca de experiências, amizade, humor, confiança (...)”



“(...) O paciente com fé tem uma capacidade maior de entrega, o que lhe traz conforto em todas as situações. (...) Quando comecei a trabalhar como plantonista em hospitais, descobri que as famílias que seguiam alguma religião se sentiam mais calmas quando rezavam do que quando tomavam algum tranqüilizante (...)”



Os três trechos com negrito dispensam maiores comentários. Eles são da própria essência psicológica de pacientes, seus familiares e profissionais da área médica. A postura de médicos e pacientes é vital para o êxito dos tratamentos e a recuperação dos pacientes, onde a fé exerce papel de preponderância.




Mas não há como negar que os estímulos do ânimo, principalmente quando trazidos pelo médico, alteram o quadro mental dos pacientes e suas famílias. Daí a proposta do Dr. Patch, tão bem interpretado por Robin Williams.




É que, em síntese, precisamos todos uns dos outros. A solidariedade é vital para o equilíbrio e a saúde das criaturas humanas. Todo ser precisa sentir-se amado, valorizado. Quando desprezado, esquecido, tende a entregar-se ao desânimo, piorando as condições de saúde. O bom ânimo reduz o sofrimento, esta a questão chave.



Allan Kardec, em sua Revista Espírita* (março de 1869), em artigo intitulado A carne é fraca, escreveu: “(...) o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? (...) Sim, sem dúvida, num certo limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencie jamais, desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo (...)”



E perguntamos: quantos não são os casos onde a desesperança mantém a enfermidade? Notem os leitores o sentido da frase: “desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo” (destacamos). Quantas dificuldades na cura de um paciente quando este permanece indiferente, alheio à própria cura, muitas vezes em virtude do rancor que alimenta, da dúvida que não cessa, do medo que o atormenta...





Daí o sucesso dos Doutores da Alegria em hospitais. A alegria, a brincadeira espontânea, o desvio da mente de preocupações exageradas ou o expurgo do medo e da insegurança são facilitadores da recuperação orgânica, por simples efeito mental e psicológico.




O espírito Alfred de Musset, em mensagem que Kardec publicou igualmente na Revista Espírita*, edição de julho de 1861, pergunta: “(...) Qual é aqui o verdadeiro louco: aquele que espera, ou aquele que desespera? (...)” Referida mensagem refere-se aos internos terminais em hospitais. O Espírito relaciona o desespero dos que em nada crêem com aqueles que recebem as informações sobre as realidades da imortalidade e aguardam a própria libertação. Chega a citar a presença carinhosa dos espíritos que assistem os enfermos e os aguardam no momento da libertação. Muitos desses que mantêm postura calma, de quem aguarda com serenidade, muitas vezes são taxados de loucos (até pelas visões espirituais que descrevem), daí a razão da pergunta que transcrevemos.



O fato é, porém, que sempre que há esperança, há calma, e esta é determinante na recuperação da saúde. Com a alegria nos hospitais, espalhada inclusive pelo comportamento de médicos e enfermeiros, defendida pelo Doutores da Alegria, pacientes encontrarão saúde mais rapidamente.



Por isso é oportuno transcrever trecho da mensagem A Esperança, ditado pelo Espírito Felícia, e publicada por Allan Kardec na edição de fevereiro de 1862, de sua Revista Espírita*:



Eu me chamo a Esperança; sorrio à vossa entrada na vida; eu vos sigo passo a passo, e não vos deixo senão nos mundos onde se realizam, para vós, as promessas de felicidade que ouvis, sem cessar, murmurar aos vossos ouvidos. Eu sou vossa fiel amiga; não repilais minhas inspirações: eu sou a Esperança”.



Embora declare não acreditar em Deus, o Dr. Patch realizou obra incomparável no planeta e continua firme em seus propósitos. Distribuiu esperança aos pacientes internos em hospitais; motivou que outros grupos e colegas médicos fizessem o mesmo; o filme que inspirou comoveu platéias em todo mundo e realiza obra meritória da maior importância.



E como, em essência, o médico, para alcançar êxito numa iniciativa como essa, depende da postura do paciente, a ação do Dr. Adams tem o mérito da caridade - aquela que vê em cada ser humano um espírito em escala evolutiva, que merece respeito e pede estímulos para superar suas dificuldades, que busca os infortúnios ocultos, descortinando novos horizontes, agora de esperança, para aqueles considerados esquecidos, desprezados ou que não conseguem, por si mesmos, alterar o panorama em que se fixaram.



Podemos analisar o assunto sob vários ângulos, à luz do Espiritismo ou da Medicina, ou mesmo da Psicologia, mas o destaque é mesmo para afirmar que o bom humor e a esperança são bons auxiliares no tratamento dos doentes, como destacou a reportagem da revista.




Orson Peter Carrara


Retirado do site Grupo Espírita Renascer




Para saber mais:


PATCH ADAMS


DOUTORES DA ALEGRIA



Medicina e Espiritismo




O Espiritismo não é uma Doutrina que combate a Medicina, como muita gente pensa, e como durante um largo período os médicos supuseram, face ao comportamento irrelevante de alguns indivíduos que se diziam espíritas ou curadores e ficariam melhor colocados como curandeiros.



Allan Kardec
escreveu que: “O Espiritismo marcha ao lado do progresso, aceita tudo quanto ele comprova, mas não se detém onde a Ciência pára, porque a Ciência estuda os efeitos e o Espiritismo remonta às causas”.



A função do Espiritismo não é curar corpos, mas animar o homem, a fim de que se auto-cure espiritualmente, e a saúde seja-lhe uma conseqüência da própria transformação moral.




Divaldo Franco, no livro “Atendimento Fraterno”


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