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Sejam bem-vindos ao blog 'Magnetismo'!

Abordaremos aqui temas especialmente relacionados ao 'Magnetismo Animal', suas aplicações aos métodos de cura e sua ligação com a Doutrina Espírita, entre outros temas afins.

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O pensamento é forma




O sentimento inspira. O pensamento plasma. A palavra orienta. O ato realiza.

Figuremos, assim, a ideia como sendo a fonte, nascida no manancial do coração e traçando a si mesma o curso que lhe é próprio.

O pensamento vibra, desse modo no alicerce de todas as formas e de todas as experiências da vida.

Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo, o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem, o escultor arranca ao mármore os primores da estatuária e o artista compõe sublimadas formações de beleza, endereçando apelos à ciência e à virtude.

E é também pensando que o usurário levanta para si mesmo o inferno da posse insaciável, que o viciado gera as fantasias monstruosas que o conduzem à delinquência, que o criminoso se arroja aos abismos da perversidade, nos quais se afogará em desilusão, e que o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia.

Em razão disso, depois da morte do corpo, mais intensivamente vive a alma nas criações a que se afeiçoa.

Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo próprio pensamento desgovernado e delituoso.

Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos influenciados. Agimos e reagimos. E, se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes enriquece as ações para a vitória da luz, os tarefeiros do mal recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da treva.

Recordemos o magnetismo desvairado das inteligências que se transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas que o provocam.

- “Viverá o homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o pensamento – força via de nosso coração – aí se manifestará, como é justo, a forma de nossa vida.

Por: Emmanuel
Da obra: “Semeador em tempos novos”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

O cérebro espiritual



O pensamento não é somente o resultado das articulações cerebrais, mas constitui, mais profundamente, a soma complexa das funções ainda imperceptíveis da mente.

Todos os seres humanos possuem o poder do pensamento, embora desconheçam a força que carregam consigo.

Nossos pensamentos transformam-se em correntes mentais, colocando-nos em ligação psíquica com o universo de pensamentos alheios, de vital importância para a vida íntima de cada um de nós.


O cérebro espiritual de qualquer pessoa tem a capacidade extraordinária de, ao mesmo tempo e ininterruptamente, emitir mensagens psíquicas e captar ondas mentais de criaturas encarnadas ou desencarnadas.


Há um mundo invisível mas real, imponderável, mas positivo, em torno de todos os encarnados. Somos todos espíritos intercomunicando-se intensamente, de modo sutil pelos fios eletromagnéticos do pensamento.


O sábio espírito Emmanuel nos esclarece a respeito:

Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos. É que, sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, de nossa faixa de simpatia.”


Se todas as pessoas possuem o poder mental de sintonizar-se com outras mentes, influenciando e sendo influenciadas, podemos concluir que todas as criaturas são médiuns, pois todos nós nos relacionamos com os espíritos, embora grande parte das criaturas não percebam nem de leve esse fenômeno. Médiuns não são apenas os que possuem determinadas faculdades psíquicas especiais: clariaudiência, clarividência, psicofonia, psicografia, efeitos físicos e magnetismo curador. Quem não detém nenhuma das faculdades especiais é também um médium, porque possui a força mental para receptar espontaneamente de outras mentes, pelo fenômeno psíquico chamado inspiração ou intuição, muito comum nos acontecimentos do dia-a-dia das pessoas mais espiritualizadas.


Os espíritos estão em toda parte, em intercâmbio profundo com os homens de todas as classes sociais e de todos os graus de moralidade.


Com facilidade, entramos na faixa psíquica de todos os espíritos que se assemelham a tudo aquilo que estamos sentindo, conversando, imaginando ou de acordo com as nossas ações e hábitos diários.


A força de sintonia nascerá sempre de nós para com os espíritos, pois seremos logicamente nós que acionamos a tomada de ligação mental. Para o espírito Emmanuel, “a inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos”.



Do livro: Minha Mente, Meu Mundo – Walter Barcelos.


A saúde é harmonia de vibrações



Se o homem compreendesse que a saúde do corpo é reflexo da harmonia espiritual, e se pudesse abranger a complexidade dos fenômenos íntimos que o aguardam além da morte, certo se consagraria à vida simples, com o trabalho ativo e a fraternidade legítima por normas de verdadeira felicidade.

A escravização aos sintomas e aos remédios não passa, na maioria das ocasiões, de fruto dos desequilíbrios a que nos impusemos.


Quanto maior o desvio, mais dispendioso o esforço de recuperação.

Assim, também, cresce o número das enfermidades à proporção que se nos multiplicam os desacertos, e, exacerbadas as doenças, tornam-se cada vez mais difíceis e complicados os processos de tratamento, levando milhões de criaturas a se algemarem a preocupações e atividades que adiam, indefinidamente, a verdadeira obra de educação que o mundo necessita.

O homem é inquilino da carne, com obrigações naturais de preservação e defesa do patrimônio que temporariamente usufrui.

Não se compreende que uma pessoa instruída amontoe lixo e lama, ou crie insetos patogênicos no próprio âmbito doméstico. Existe, no entanto, muita gente de boa leitura e de hábitos respeitáveis que não se lhe dá atochar dos mais vários tóxicos a residência corpórea e que não acha mal no libertar a cólera e a irritação, de minuto a minuto, dando pasto a pensamentos aviltantes, cujos efeitos por muito tempo se fazem sentir na vida diária.


Sirvamo-nos deste símbolo, para estender-nos em mais simples considerações. Se sabemos imprescindível a higiene interna da casa, por que não movermos o espanador da atividade benéfica, desmanchando as teias escuras das ideias tristes?


Por que não fazer ato salutar do uso da água pura, em vasta escala, beneficiando os mais íntimos escaninhos do edifício celular e atendendo igualmente ao banho diário, no escrúpulo do asseio? Se nos desvelamos em conservar o domicílio suficientemente arejado, por que não respirar, a longos haustos, o oxigênio tão puro quanto possível, de modo a facilitar a vida dos pulmões?


Quem construa uma habitação, cogita, não somente bases sólidas, que a suportem, senão da orientação, de tal jeito que a luz do sol a envolva e penetre profundamente; jamais voltaria esse alguém a situar o ambiente doméstico numa caverna de troglodita.


Analogamente, deve o homem assentar fundamentos morais seguros, que lhe garantam a verdadeira felicidade, colocando-se, no quadro social onde vive, de frente voltada para os ideais luminosos e santificantes, de modo que a divina inspiração lhe inunde as profundezas da alma.


Frequentemente a moradia das pessoas cuidadosas e educadas se exorna, em seu derredor, de plantas e de flores que encantam o transeunte, convidando-o à contemplação repousante e aos bons pensamentos. Por que não multiplicar em torno de nós os gestos de gentileza e de solidariedade, que simbolizam as flores do coração? Ninguém é tentado a descansar ou a edificar-se em recintos empedrados ou espinhosos. Assim também, a palavra agradável que proferimos ou recebemos, as manifestações de simpatia, as atitudes fraternais e a compreensão sempre disposta a auxiliar, constituem recursos medicamentosos dos mais eficientes, porque a saúde, na essência, é harmonia de vibrações.

Quando nossa alma se encontra realmente tranquila, o veículo que lhe obedece está em paz.


A mente aflita despede raios de energia desordenada que se precipitam sobre os órgãos à guisa de dardos ferinos, de consequências deploráveis para as funções orgânicas.

O homem comumente apenas registra efeitos, sem consignar as causas profundas.

E que dizer das paixões insopitadas, das enormes crises de ódio e de ciúme, dos martírios ocultos do remorso, que rasgam feridas e semeiam padecimentos inomináveis na delicada constituição da alma?


Que dizer relativamente à terrível multidão dos pensamentos agressivos duma razão desorientada, os quais tanto malefício trazem, não só ao indivíduo, mas, igualmente, aos que se achem com ele sintonizados?


O nosso lar de curas na vida espiritual vive repleto de enfermos desencarnados. Desencarnados embora, revelam psicoses de trato difícil.


A gravitação é lei universal, e o pensamento ainda é matéria em fase diferentes daquelas que nos são habituais.

Quando o centro de interesses da alma permanece na Terra, embalde se lhe indicará o caminha das alturas.

Caracteriza-se a mente também, por peso específico, e é na própria massa do Planeta que o homem enrodilhado em pensamentos inferiores se demorará, depois da morte, no serviço de purificação.

Os instrutores religiosos, mais do que doutrinadores, são médicos do espírito que raramente ouvimos com a devida atenção, enquanto na carne.

Os ensinamentos da fé constituem receituário permanente para a cura positiva das antigas enfermidades que acompanham a alma, século trás séculos.


Todos os sentimentos que nos ponham em desarmonia com o ambiente, onde fomos chamados a viver, geram emoções que desorganizam, não só as colônias celulares do corpo físico, mas também o tecido sutil da alma, agravando a anarquia do psiquismo.

Qualquer criatura, conscientemente ou não, mobiliza as faculdades magnéticas que lhe são peculiares nas atividades do meio em que vive. Atrai e repele.


Do modo pelo qual se utiliza de semelhantes forças depende, em grande parte, a conservação dos fatores naturais de saúde.

O espírito rebelde ou impulsivo que foge às necessidades de adaptação, assemelha-se a um molinete elétrico, armado de pontas, cuja energia carrega e, simultaneamente, repele as moléculas do ar ambiente; assim, esse espírito cria em torno de si um campo magnético sem dúvida adverso, o qual, a seu turno, há de repeli-lo, precipitando-o numa roda-viva por ele mesmo forjada.


Transformando-se em núcleo de correntes irregulares, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão como tóxicos invisíveis sobre o sistema endocrínico, comprometendo-se a normalidade das funções.


Mas não são somente a hipófise, a tireóide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação.

Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavisado que as invoca.

Moléstias como o aborto; a encefalite letárgica, a esplenite, a apoplexia cerebral, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, a Coréia, a epilepsia, a paralisia, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a cirrose, a icterícia, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento.

Em muitos casos, são inúteis quaisquer recursos medicamentosos, porquanto só a modificação do movimento vibratório da mente, à base de ondas simpáticas, poderá oferecer ao doente as necessárias condições de harmonia.

Geralmente, a desencarnação prematura é o resultado do longo duelo vivido pela alma invigilante; esses conflitos prosseguem na profundeza da consciência, dificultando a ligação entre a alma e os poderes restauradores que governam a vida.

A extrema vibratilidade da alma produz estados de hipersensibilidade, os quais, em muitas circunstâncias, se fazem seguir de verdadeiros desastres organopsíquicos.

O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos. Se o homem cultivasse a cautela, selecionando inclinações e reconhecendo o caráter positivo das leis morais, outras condições, menos dolorosas e mais elevadas, lhe presidiriam à evolução.

É imprescindível, porém, que a experiência nos instrua individualmente. Cada qual em seu roteiro, em sua prova, em sua lição.


Com o tempo aprenderemos que se pode considerar o corpo como o prolongamento do espírito, e aceitaremos no Evangelho do Cristo o melhor tratado de imunologia contra todas as espécies de enfermidade.

Até alcançarmos, no entanto, esse período áureo da existência na Terra, continuemos estudando, trabalhando e esperando.


Do livro “Falando à Terra”

Espíritos Diversos
Psicografia Chico Xavier

Ação do Pensamento





Todo pensamento cultivado se incorpora à conduta do homem.

O pensamento é força que plasma desejos cuja consistência varia de acordo com a incidência da idéia geradora.

O mundo parafísico é constituído de energia mento-neuro-psíquica maleável à vontade que age sobre ela, elaborando as formas nas quais o indivíduo se aprisiona ou com elas se liberta.

A conduta mental responde pelo comportamento físico e moral.

Hábito é vida, na ação do dia-a-dia.

O ódio contumaz atira dardos destruidores como o ouriço irritado lança espículos ferintes.

A mágoa constante intoxica e enferma, à semelhança do pântano que exala miasma venenoso.

A revolta contínua alucina, tanto quanto a serpente agressiva pica e mata.

A inveja permanente desarticula a capacidade de julgamento equilibrado, qual ocorre com o ciúme que se atormenta e persegue com desatino.

Os lobos caem nas armadilhas para lobos.

Quem semeia desequilíbrio, defronta tempestades.

A amizade pura exterioriza simpatia afável, como a violeta, o perfume agradável.

O amor irradia beleza, da mesma forma que a terra cultivada oferta o pão.

A bondade natural cativa o próximo, como a paisagem iluminada ganha a emoção superior.

O perdão indistinto aureola de paz que contagia, à semelhança da luz que penetra e aquece.

Cordeiros pastam com cordeiros.

A vida responde conforme a proposta da questão.

Quem esparge esperança recolhe bênçãos.

O homem é a sua vida mental, que lhe cumpre educar e movimentar a bem de si próprio e do progresso geral, co-construtor que é, consciente ou inconscientemente, na obra da divina Criação.

Autor: Carneiro de Campos
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Seara do Bem

O Pensamento




O pensamento é criador, é a causa inicial de nossa elevação ou nosso rebaixamento. Podemos fazer à vontade em nós, a luz ou a sombra, o céu ou o inferno. Não só emitimos como recebemos, mas quem determina a qualidade do retorno é o emissor.”

(Léon Denis – O Problema do Ser, do Destino e da Dor, C. 24)

* * *

O pensamento exterioriza-se e projeta-se formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe a atingir. Quando benigno e edificante, ajusta-se às leis que nos regem, criando harmonia e felicidade; todavia, quando desequilibrado e deprimente, estabelece aflição e ruína. A química mental vive na base de todas as transformações, porque realmente evoluímos em profunda comunhão telepática com todos aqueles encarnados e desencarnados que se afinam conosco.”

(André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade, p. 186)


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Jesus Cristo tinha sobradas razões recomendando-nos o amor aos inimigos e a oração pelo que nos perseguem e nos caluniam. Não é isto mera virtude, senão princípio científico de libertação do ser, de progresso da alma, de amplitude espiritual: no pensamento residem as causas.”
(André Luiz – No Mundo Maior, p. 63)


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“Tudo o que é verdadeiro,
tudo o que é respeitável,
tudo o que é justo,
tudo o que é puro,
tudo o que é amável,
tudo o que é de boa forma,
se alguma virtude há e se algum louvor existe,
seja tudo isso que ocupe vosso pensamento.”

(Paulo de Tarso – Epístola aos Filipinenses 4:8)

Pensamento, prece, magnetismo



O pensamento, que provoca uma emissão fluídica, pode operar certas transformações moleculares e atômicas, como se vê isto se produzir sob a influência da eletricidade, da luz ou do calor.

A prece, que é um pensamento, quando é fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas em dirigindo sobre o doente uma corrente fluídica salutar. Chamamos a esse respeito a atenção sobre as preces contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, para os doentes ou os obsidiados.

O conhecimento dos procedimentos magnéticos é útil em casos complicados, mas não é indispensável. Como é dado a todo o mundo chamar os bons Espíritos, orar e querer o bem, frequentemente, basta impor as mãos sobre uma dor para acalmá-la; é o que pode fazer todo indivíduo se nisso põe a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus.

Há a se anotar que a maioria dos médiuns curadores inconscientes, aqueles que não se dão nenhuma conta de sua faculdade, e que se encontram, às vezes, nas condições mais humildes, e entre pessoas privadas de toda instrução, recomendam a prece, e ajudam a si mesmos orando. Somente sua ignorância faz crer na influência de tal ou tal fórmula; algumas vezes mesmo ali misturam práticas evidentemente supersticiosas, das quais é preciso dar o caso que elas merecem.

Fonte: Revista Espírita – Allan Kardec
Ano 8 - Setembro de 1865 - Nº. 9

O Controle do Pensamento



Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes” André Luiz (Evolução em Dois Mundos, Capítulo XVII)




Sabemos, no meio espírita, como é importante a reforma íntima, a mudança de sentimentos e de impulsos equivocados que todos trazemos, certamente, de um passado desditoso do qual fomos protagonistas. Esta é a forma necessária para nos aproximarmos da conduta evangélica indicada pelos ensinos morais de Jesus, apresentado como modelo de vida a ser seguido.



Na verdade, quem não quer ser melhor espiritualmente hoje do que ontem? No fundo, mesmo, todos querem, ainda que não demonstrem. Esse rumo impõe-se pela própria lei do progresso.



É o que nos diz a doutrina dos espíritos.



O roteiro a ser seguido inclui uma diversidade de ações no campo do treinamento de virtudes como a paciência, a tolerância, a condescendência, a benevolência, a caridade e uma série de outras qualidades que o nosso ser necessita, com toda certeza, aprimorar. Trata-se de uma renovação mental, de mudança de valores, o que não é muito fácil realizar.



Essa é uma árdua tarefa (ainda que não impossível) em virtude de estarmos modificando hábitos e condutas milenares, difíceis de abandonar. Assim, uma forma de empreender melhor a chamada reforma interior é o que podemos chamar de “controle da mente” ou “controle do pensamento”, entendido como sendo a atitude mental condicionada pela vontade.



Mente e pensamento. Entre outros significados, os dicionários da língua portuguesa indicam um: espírito. Não será de todo errado se considerarmos os dois primeiros conceitos contidos no segundo.



O pensamento atua como um processador que processa aquisições realizadas, conscientes ou inconscientes, nas áreas cognitiva, afetiva e psicomotora. É o pensamento que responde pela criatividade, pela elaboração de análises e de ilações, pelas conjecturas. Nele estão presentes a genialidade, os hábitos, as manias, o psiquismo, a vontade, as conquistas no campo das virtudes e dos vícios. Tudo, conquista do espírito.



Se perfeito o corpo físico, pela massa encefálica o espírito encarnado se relaciona com o mundo externo por intermédio do seu pensamento. Nele se encontram o que estamos tramando ou edificando, as sensações de todo o tipo, as percepções, medos, angústias, e mesmo a fala, seja ela fruto de elaboração consciente ou não. Tudo, enfim, está no que chamamos de pensamento e é por ele que nós interagimos com o mundo exterior refletindo o nosso mundo interior.



No Capítulo XIV de “A Gênese”, Allan Kardec amplia-nos o entendimento a respeito da ação do pensamento e da vontade sobre os fluidos espirituais. Esses fluidos (matéria etérea) existem em todo o Universo e podem ter suas características básicas modificadas pela força do pensamento.



Nossa mente projeta fora de nós as formas, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, inclusive com todo o conteúdo dinâmico do cenário elaborado. Assim, atraímos ou repelimos as mentes que conosco assimilam ou desaprovam nosso modo de pensar. Imaginamos que sempre estamos sozinhos com o nosso pensamento. Ledo engano. Nós o compartilhamos com inúmeras outras inteligências.



À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual se aproximam espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos de Jesus.



Os pensamentos bons produzem luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus, por sua vez, provocam alterações vibratórias contrárias. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.



O próprio corpo fluídico (perispírito) é constituído desse mesmo fluido existente no orbe terrestre, podendo, também, ter suas moléculas (composição) alteradas pela ação da força da mente. Isto explica a influência que há entre os seres humanos.



Os fluídos agem sobre o perispírito, e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com o qual está em contato molecular. Se os seus eflúvios forem de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar; se forem maus, a impressão é penosa. Se os fluidos maus forem permanentes e enérgicos, poderão determinar desordens físicas. Certas moléstias não têm outra origem senão essa influência maléfica, causadora de enfermidades de diagnóstico obscuro.



Quando estamos irritados, envolvidos por ódio, inveja, ciúmes, orgulho, egoísmo, sentimento de vingança, irradiamos pelo pensamento vibrações de baixa qualidade que geram os chamados “ambientes pesados”. As pessoas sensíveis percebem esse influxo. A ação do pensamento pode ser tão poderosa que o efeito, às vezes, torna-se explicitamente percebido, como os chamados “dardos de inveja”, “olho grande”, “quebranto” etc.



De outra forma, quando estamos concentrados em prece, desejando o bem, servindo ou ajudando ao próximo com pureza de sentimentos, nossas vibrações elevadas geram os chamados “ambientes leves”, “ambientes higienizados”, característicos que são das casas de oração, dos centros espíritas ou das residências em que seus habitantes vivam harmonicamente e tenham por hábito sistemático a oração e o culto do evangelho no lar.



André Luiz, em suas obras, revela-nos, invariavelmente, que a atitude mental voltada para o bem, observada durante todo o dia, fruto da disciplina intelectual e emocional, nos facilita a saída durante o sono físico para rumos edificantes, permitindo-nos receber a ajuda do Alto, de que tanto necessitamos na trilha terrestre.



Vigiar e orar, aconselhamento que não pode estar dissociado do apelo às forças da alma no sentido de renunciar a si mesmo, é roteiro para a edificação do bem comum.



Disciplina, disciplina, disciplina, recomendada por Emmanuel, não se consegue se não for pelo devotamento e pela força de vontade.



Para tudo, portanto, há uma imperiosa necessidade do controlar as emoções, controlar o pensamento, controlar a mente ou, em última análise, controlar o espírito, sabendo que o espírito encarnado ou desencarnado, ao atuar na matéria por intermédio da força do pensamento, pode exercitar o bem ou o mal.



De um modo geral, a humanidade desconhece que um mínimo de desvio do pensamento voltado para o bem, potencialmente implica um malefício para alguém, para si mesmo e, na pior hipótese, contribui para a perturbação da atmosfera fluídica do planeta. O estudo dos fluidos ajuda bastante à compreensão do mecanismo da influência da atitude moral dos seres humanos no ambiente que os envolve.



Estudando e entendendo as reais consequências que geram nossos pensamentos estaremos mais lúcidos para a transformação que nos cabe realizar. O controle do pensamento é a chave. Aí está o segredo para encontrar o caminho da felicidade.



José Lucas de Silva

Retirado do site www.cme.org.br



Pensamento e Conduta




Nem sempre estamos habilitados a eleger o nosso ambiente mais íntimo, na experiência cotidiana.



Às vezes, somos constrangidos a suportar certos quadros de luta ou partilhar o convívio de pessoas que não se nos afinam com a maneira de ser, em razão dos compromissos que trazemos de existências passadas.



Entretanto, em qualquer situação, somos livres para escolher os nossos pensamentos.



Cada inteligência emite idéias que lhe são peculiares, a se definirem por ondas de energia viva e plasticizante, mas se arroja de si essas forças, igualmente as recebe, pelo que influencia e é influenciada.



Ainda mesmo por instantes, toda criatura, ao exteriorizar-se, seja imaginando, falando ou agindo, em movimentação positiva, é um emissor atuante na vida, e, sempre que se interioriza, meditando, observando ou obedecendo, de modo passivo, é um receptor em funcionamento.



Aqueles que se desenvolveram mentalmente, atingindo a esfera das criações sugestivas, assumem o papel de orientadores, adquirindo responsabilidades mais vastas pela facilidade com que articulam programas de rumo para os outros.



Cada qual expõe o que pensa pelo esforço que realiza: o cientista pela obra a que se consagra, o professor pelo que ensina, o escritor pelo que escreve, o comentarista pelo que fala, o artista pelo trabalho em que se revela.



Analisemos, assim, aquilo que nomeamos como sendo nosso “estado de espírito”.



Tensão, dúvida, angústia, irritação, otimismo, coragem, confiança ou alegria são frutos de nossa preferência no mercado gratuito das idéias, de vez que o fio invisível de nossas ligações com o bem ou com o mal parte essencialmente de nós.



Convençamo-mos de que a nossa mente possui muita coisa em comum com o aparelho radiofônico.



Emissões construtivas ou deprimentes, significando a carga sutil de sugestões boas ou más que aceitamos de companheiros encarnados ou desencarnados, alcançam-nos incessantemente e podem alterar-nos o modo de ser, mas não podemos olvidar que a nossa vontade é o sintonizador.



Emmanuel - Da obra: ‘Encontro Marcado’ - Francisco Cândido Xavier


Segundo Pensamos





Cada consciência é um centro gerador de forças no movimento universal, cuja direção depende de si mesma.


Pensar é criar.


O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.


A palavra vem depois da idéia.


A ação é cimento invisível.


A obra é pensamento coagulado.


Renovar o mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.


O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra. Unidade atuante, irradia-se, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a bênção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.


Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.


Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental. Avança, escolhendo a “melhor parte”.


Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: - “Não temas, crê somente.”


Segundo pensarmos, assim será.




André Luiz

Da obra: ‘Doutrina e Aplicação’ - Francisco Cândido Xavier



Os fluidos e a força do pensamento


Os Espíritos afirmam que uma das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria é inerte.



Cada ser tem uma quantidade de fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de uma série de fatores. Allan Kardec nos instrui sobre o assunto em O Livro dos Espíritos:



“A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos, mais enérgicos, e de certa maneira, de vida superabundante”.



“A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contêm”.



“O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se”.



O homem pode manter o equilíbrio de sua saúde vital através da alimentação e da respiração de ar não poluído, entre outros fatores, mas, acima disso, mantendo uma conduta mental sadia.



O pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas.



Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência.



Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal-estar físico e psíquico.



"Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável" (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).



Pode-se concluir, assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.



À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, mas que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.



"A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos"
(Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).



À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, são diretamente proporcionais ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, conseqüentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis de alguma maneira pelo estado de dificuldades morais em que vive o Planeta atualmente e cabe a nós mesmos modificá-lo.



"Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes" (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).


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